Ricardo Romano
396 Articles0 Comentários

"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Playlist da Semana: Hip Hop in the house

Playlist da Semana: Hip Hop in the house

Superorganism – Superorganism (2018)

Indie pop colorido e brincalhão. Sabe a calipo de morango numa noite de Verão.

Norberto Lobo – Estrela (2018)

Não nos interessa que o ano esteja ainda a meio. Estrela é o melhor disco de 2018, venha o que vier a seguir.

Gorillaz – The Now Now (2018)

Onde Humanz era histeria e dispersão, The Now Now é melancolia e concisão.

KISS || Estádio Municipal de Oeiras

Numa época dominada pelos moralistas das palavras e pelos snobes do gosto, foi um privilégio chafurdar na obscenidade dos KISS.

Os Pavement e o charme do desmazelo

O grande legado dos Pavement é mostrar-nos quanta beleza pode haver no inacabado, no desleixado, no descuidado. Como uma miúda gira acabada de acordar.

“Shady Lane” – Pavement

Os Pavement sempre fizeram questão de ignorar essa irrelevância chamada mundo.

Pavement – Crooked Rain, Crooked Rain (1994)

Um disco dissonante mas soalheiro, como se os Sonic Youth tocassem viola na praia ou os Dinosaur Jr. fizessem amonas aos Beach Boys.

Courtney Barnett – Tell Me How You Really Feel (2018)

Ensonada e querida como um coala constipado, Courtney desceu do seu eucalipto para nos entregar mais um grande disco. Quando todas as notas e palavras estão certas, não há como não lhe perdoar o desencanto que agora nos traz.

Asimov and the Hidden Circus || Sabotage

Quem teve a sorte de descer ao Sabotage na noite de sexta-feira viu um concerto muito especial dos Asimov. A cerimónia xamã foi angustiante; mas purificadora.

Portishead – Dummy (1994)

Dummy é lúgubre mas sensual, como o decote lânguido de uma viúva chorosa.

Neil Young – After the Gold Rush (1970)

Em After the Gold Rush, Neil Young descobre-se pela primeira vez um melodista fora de série. São melodias memoráveis, umas atrás das outras, sem qualquer gordura no entremeio. Só filé mignon.

Roger Waters: há vida para além dos Floyd

Sozinho, Waters nunca conseguiu repetir a perfeição de um Dark Side of the Moon. Podia ser o principal criador dos Floyd mas a banda sempre foi muito maior do que o ego do seu baixista. Ainda assim, valeram bem a pena estes seus quatro belíssimos discos. É este o o percurso pós-Floyd que realmente queríamos? Claro que sim.

Capote Fest 2018

Quando tudo neste admirável mundo novo conspira contra o rock, há algo de muito nobre neste gesto de resistência chamado Capote Fest. Uma aldeia gaulesa resiste…

Roger Waters – The Pros and Cons of Hitch Hiking (1984)

Os fantasmas de Roger Waters ganham aqui forma: uma crise de meia-idade; a autópsia de um casamento a ruir; a traição, o desejo e a culpa. Uma revelação lúcida dos “segredos dos locais, que no fundo são iguais em todos nós.”

Dead Combo – Odeon Hotel (2018)

Odeon é nossa Lisboa atravessando a rua, indo do que foi para o que será.

DJs Altamont associam-se à terceira edição do Capote Fest, em Évora

Entre 10 e 12 de Maio, acontece a terceira edição do Capote Fest, o grande festival eborense da nova música portuguesa.

Arcade Fire || Campo Pequeno

Ontem foi uma noite mágica. No seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal, os Arcade Fire encheram-nos a alma de um êxtase quase religioso. Podia mesmo ser de outra forma?